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 Última atualização

janeiro 07, 2009

 
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DADOS GEOGRÁFICOS DA REGIÃO SUL

Mapa ilustrativo da Região Sul do Brasil

A Região Sul, formada pelos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, é a menor das regiões brasileiras, com uma superfície de 577.214 km2 , que equivale a apenas 6,76 % do total nacional. Limita-se, ao norte, com os estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul, a oeste com o Paraguai e a Argentina e, ao sul, com o Uruguai. A leste, numa extensão de 1.350 km, é banhada pelo Oceano Atlântico. Está compreendida, aproximadamente, entre os paralelos 22º 30' e 51º 30' sul e os meridianos 48º 00' e 57º 30' oeste, praticamente na Zona Subtropical, cortada pelo Trópico de Capricórnio na altura da cidade de Maringá-PR.

Com 23.516.730 habitantes, a Região Sul apresenta o terceiro maior contingente populacional do País, participando com 15% do total. Os maiores centros populacionais estão localizados nas capitais e em cidades como Ponta Grossa, Campo Mourão, Maringá, Londrina, Joinville, Lages, Blumenau, Passo Fundo, Caxias do Sul, Novo Hamburgo, Santa Maria e Canoas.

O relevo da região destaca-se por apresentar uma ampla variedade de geotipos, como planaltos, planícies, serras, montanhas, cânions e ilhas com influência na compartimentação do clima e da vegetação. A sua fisionomia é bastante peculiar se comparada às outras regiões brasileiras, além de apresentar cenários naturais de formidável beleza cênica.

As grandes unidades de relevo são representadas na região por um conjunto de planaltos bem marcados, com terrenos cristalinos na borda oriental. No setor mais próximo do oceano, destacam-se serras de grande expressão e altitudes superiores a 1.000 m, como as serras do Mar e Geral. Em direção ao interior, o setor oriental apresenta um relevo de constituição basicamente sedimentar, formando planaltos escalonados pouco inclinados a oeste, surgindo, por vezes, altitudes superiores às dos relevos do planalto cristalino, tendo, nas proximidades do Rio Paraná, cotas que decrescem entre 100 e 300 m. Esses terrenos sedimentares, correspondem, aproximadamente, às áreas do relevo regional, e constituem a extensa Bacia Sedimentar do Paraná, que domina a paisagem.

As planícies sedimentares litorâneas diversificam o quadro do relevo regional. No Paraná, a proximidade da Serra do Mar determina um litoral recortado, articulado com saliências, pontais, ilhas alternadas com exíguas baixadas litorâneas, acompanhando as direções estruturais N-NE da borda cristalina oriental. Em Santa Catarina, o litoral toma direção inicial N-S e a seguir NE-SO, evidenciando o desgaste sofrido pelas escarpas da Serra do Mar, recuada e fragmentada em colinas junto à costa. No Rio Grande do Sul, a borda cristalina rebaixada e interiorizada permitiu a formação de um litoral mais amplo, baixo e retilinizado com a formação de restingas que barram as lagoas costeiras, como a dos Patos e Mirim.

Na região litorânea as altitudes variam desde o nível do mar até cotas superiores a 1.900 m nos picos mais elevados. Entretanto, pode-se estimar em cerca de 2/3 da superfície regional a área acima da cota dos 500 m.

A hidrografia regional, na qual predominam rios de planalto, é formada por uma densa rede de drenagem constituinte das bacias interiores do Paraná e do Uruguai e por uma grande quantidade de bacias de pequeno e médio portes na vertente litorânea, o Sistema de Bacias do Sudeste. Os rios das bacias interiores unem suas águas para formar, já fora do Brasil, o rio da Prata, constituindo a Bacia Hidrográfica Platina, enquanto os rios das bacias do sudeste deságuam diretamente no oceano ou em baías, de Garopaba (SC) para o norte, e em lagos costeiros dessa localidade para o sul, com exceção dos rios Araranguá e Mampituba, que têm sua foz em mar aberto.

Na Região Sul, a Bacia Hidrográfica do Paraná ocupa uma área de 196.564 km2, representada por um pequeno segmento do volumoso rio Paraná que se estende da foz do rio Paranapanema até a foz do rio Iguaçu, apresentando-se consideravelmente largo a montante da cidade de Guaíra (PR), onde supera 2,5 km de largura. Apesar de sua pouca extensão na região, o Rio Paraná apresenta uma importante rede de afluentes, tanto sob o ponto de vista dos aspectos hídricos, como energéticos e de aproveitamento turístico. Além do Rio Paraná, destacam-se nessa bacia, os rios Paranapanema, Iguaçu, Tibagi, Itararé, das Cinzas e Pirapó.

Ocupando 178.235 km2, a Bacia Hidrográfica do Rio Uruguai está representada no sul pelo rio do mesmo nome, seus formadores e afluentes, abrangendo uma área que se estende até a confluência com o rio Quaraí, na fronteira do Brasil com o Uruguai. Além do rio Uruguai, destacam-se os rios do Peixe, Chapecó, Pelotas, Canoas e Ijuí.

Prolongando-se por toda a extensão do litoral, as Bacias Hidrográficas do Sudeste ocupam, na Região Sul, uma área de 202.928 km2. Da divisa com o estado de São Paulo até as proximidades de Florianópolis, os rios litorâneos apresentam regime caracteristicamente tropical, enquanto que, deste ponto até a fronteira com o Uruguai, o regime passa a ser pluvial oceânico, do gênero subtropical. Nessas bacias, destacam-se os rios Guaraqueçaba, Nhundiaquara, Cubatão, Itajaí-Açu, Tubarão, Araranguá, Mampituba, Jacuí, Camaquã, Piratini e Jaguarão.

O clima regional do sul, em comparação com as demais regiões do país, caracteriza-se por sua homogeneidade, notadamente no que se refere à sua pluviometria e ao ritmo estacional de seu regime. Destaca-se um clima mesotérmico bastante úmido no Planalto Meridional e Subtropical, e super úmido na faixa litorânea e na encosta atlântica, com temperaturas bastante elevadas. Como característica geral, o clima do Sul é subtropical e temperado, apresentando uma sensível oscilação térmica durante o ano. É possível diferenciar nitidamente duas estações: o inverno, que pode ser frio e o verão, moderadamente quente. Apenas o noroeste do estado do Paraná e os litorais do Paraná e Santa Catarina apresentam invernos amenos e verões consideravelmente quentes, excetuando-se os locais mais elevados do planalto, de clima caracteristicamente mais brando.

As temperaturas são muito variáveis, sendo moderadas no Planalto Central e bastante frias nas altas altitudes da borda oriental. Nesses locais verificam-se, freqüentemente, temperaturas abaixo do ponto de congelamento, podendo ocorrer, por vezes, nevadas nos meses de junho e julho, como também, geadas noturnas, praticamente em todo o Planalto.

O regime de chuvas caracteriza-se, principalmente, por não apresentar uma estação seca, havendo uma precipitação anual bastante uniforme, embora haja períodos de maior e menor precipitação em diferentes locais. Além disso, o sul é privilegiado por altos índices pluviométricos, cujos valores médios oscilam entre 1.700 - 1.500 mm anuais, estando seus extremos compreendidos entre 1.200 - 2.500 mm. Na borda oriental do planalto meridional tais valores extremos são ainda mais elevados, índices também válidos para o oeste de Santa Catarina e sudoeste do Paraná.

Três formações florestais bem distintas podem ser definidas nas terras do sul: a Floresta Atlântica (Floresta Ombrófila Densa) e vegetação associada, a Floresta de Araucárias (Floresta Ombrófila Mista) e a Floresta da Bacia do Paraná-Uruguai (Floresta Estacional). A Floresta Atlântica, apesar de ter sido substancialmente reduzida em sua área original, ocorre desde o Vale do Ribeira, na divisa com São Paulo, até a Lagoa dos Barros, no Rio Grande do Sul, ocupando as planícies costeiras, as encostas orientais da Serra do Mar e as diversas ramificações da Serra Geral em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul. Na área de distribuição dessa floresta, em locais marginais mais próximos do oceano, desenvolvem-se formações típicas dos litorais, representadas por manguezais, com limite de distribuição austral em Santa Catarina, vegetação de praias, dunas e restingas. Para o interior, além das encostas cristalinas das serras, desenvolve-se a Floresta de Araucárias que, como a Atlântica, é bastante visada pela indústria madeireira. A Floresta de Araucárias encontra, no sul, a sua principal área de ocorrência, destacando-se importantes remanescentes nos planaltos do Paraná e Santa Catarina. A Floresta do Uruguai, que apresenta seu maior desenvolvimento ao longo dos rios Paraná, Uruguai e seus afluentes, é encontrada em altitudes que variam entre 500 e 800 m, alcançando por vezes 100 a 150 km de largura.

Além dessas formações, ocorrem vastas áreas de savanas compreendendo terras cobertas pelos campos limpo e sujo dos Campos Gerais do Paraná, formações campestres dos planaltos catarinense e riograndense, e núcleos menores, como os campos de Guarapuava, Palmas, Campo Erê, Matos Costa, etc. Ocupando vastas áreas do Planalto Meridional, em terrenos de relevo geralmente pouco ondulado, essas savanas recebem denominações locais como: Campos Gerais na faixa oriental do segundo planalto do estado do Paraná, Campos de Curitiba, Campos de Lages e Campanha Gaúcha. Esta última, localizada na parte meridional do Rio Grande do Sul, representa a maior área contínua de campos naturais existente no Brasil.

A história da ocupação antrópica no sul foi consideravelmente influenciada por características naturais, principalmente com relação à topografia, ao clima e à cobertura vegetal. O clima ameno da região favoreceu sobremaneira o desenvolvimento de culturas típicas européias, entre as quais a de trigo e de uvas, além de arroz e de outros cereais. As matas de araucária e de outros tipos permitiram boa produção de madeira. No extremo sul, nas vizinhanças de grandes lagoas muito próximas ao mar, multiplicam-se suaves elevações cobertas de pastagens. As condições climáticas apresentadas no Sul, de maneira mais evidente do que na região Sudeste, estimularam a vinda de imigrantes europeus de diversas origens, propiciando o desenvolvimento de uma cultura também diversificada e distinta da maioria encontrada em outras regiões do país. São comuns as cidades que lembram as origens européias de seus colonizadores, sendo de grande expressão os alemães, os italianos, os austríacos e poloneses. Os métodos empregados na agricultura e pecuária garantem um nível de alimentação dos mais satisfatórios.

Com a chegada dos imigrantes europeus, desde a primeira metade do século passado, o Sul iniciou a sua industrialização, tornando-se o segundo parque regional do país. Inicialmente, a produção era bastante familiar, tendo por objetivo suprir as necessidades domésticas. Posteriormente, com o crescimento populacional e o desenvolvimento dos centros urbanos, a indústria de base artesanal transformou-se em pequenas indústrias e estas, por sua vez, deram origem a algumas indústrias de grande porte.

A Região Sul apresenta índices consideráveis em relação ao turismo nacional. Dados apresentados pela EMBRATUR (1992 a 1994) mostram que 50% das oito cidades mais visitadas do país são sulinas: Florianópolis, Foz do Iguaçu, Porto Alegre e Camboriú.
 


ESTADO DO PARANÁ

O Estado do Paraná, com 199.323,90 km2 de superfície, corresponde a 2,36% do território brasileiro. Localiza-se entre as latitudes 22º 29' 30" , e 26º 42' 59" sul, com uma extensão superior a 468 km em direção norte-sul, e entre as longitudes 48º 02' 24" e 54º 37' 38", ultrapassando 647 km leste-oeste. Limita-se, ao norte, em uma extensão de 940 km com São Paulo; a leste, em 98 km com o Oceano Atlântico; ao sul e sudeste, em 754 km com Santa Catarina; a sudoeste, em 239 km com a Argentina; e a oeste, em 208 km o Paraguai e, em 219 km, com o Mato Grosso do Sul.

A população do Paraná é a segunda maior da região, totalizando 9.003.804 habitantes, dos quais 77,88% ocupam área urbana (IBGE, 1996). Os maiores centros são Curitiba, Ponta Grossa, Campo Mourão, Londrina e Maringá. 

Mapa do Estado do Paraná

O relevo do território paranaense apresenta-se de leste para oeste, constituído por uma seqüência de degraus estruturais, dividindo o Estado em duas grandes regiões naturais: o litoral e os planaltos, com inclinação geral W e NW. O litoral, ou Região Litorânea, situa-se entre o oceano e a Serra do Mar, desde o Vale do Ribeira, na foz do Rio Varadouro, até a divisa com o Estado de Santa Catarina, na foz do Rio Saí Guaçu, caracterizada pela proximidade das encostas elevadas, íngremes e dissecadas da Serra do Mar com a costa. Na sua maior parte, as elevações ocorrem quase paralelamente ao Oceano Atlântico, tendo alturas médias acima de 1.000 m sobre o nível do mar, representadas por picos isolados de grande expressão altimétrica, como o Marumbí e o Paraná, com cerca de 2.000 m e cobertos por vegetação típica onde predominam espécies de altitudes elevadas. Apesar da imponência das montanhas, o litoral paranaense é reduzido, se comparado ao dos outros estados do sul.

Na linha da costa paranaense, destacam-se as baías de Paranaguá e de Guaratuba, com a presença de numerosas ilhas, como a das Peças, do Mel, da Cotinga, Palmas e Itacolumi e extensos manguezais. A Baía de Paranaguá, uma das maiores do Brasil, estende-se 50 km terra a dentro com largura máxima de 10 km, compreendendo três baías menores: Antonina, Laranjeiras e Pinheiros, enquanto que a de Guaratuba, menor e localizada ao sul de Paranaguá, estende-se 15 km terra a dentro, com largura máxima de 5 km.

Na região dos planaltos diferenciam-se três áreas: mais próximo do litoral, o Planalto de Curitiba (Primeiro Planalto), localiza-se entre a Serra do Mar e as proximidades da cidade de Castro, onde surgem escarpas com denominações locais: Serrinha, Almas, Purunã e Furnas. No interior, surge o Planalto dos Campos Gerais ou Ponta Grossa (Segundo Planalto), que se expande até as escarpas da Serra Geral, denominada localmente Serra da Boa Esperança e exibe uma paisagem predominante suavemente ondulada, com a presença de depressões tipo cânions, próximo à cidade de Castro. Desse planalto para oeste, até a fronteira com os países vizinhos, encontra-se o Planalto de Guarapuava (Terceiro Planalto), o maior em extensão e coberto por derrames de lavas basálticas.

A rede hidrográfica do Paraná é formada por duas bacias: a do Paraná e a do Sistema de Bacias do Sudeste. A primeira, de maior importância, abrange 80% do território e banha o Estado a oeste, desde a foz do Rio Paranapanema até a foz do Rio Iguaçu. Seus principais afluentes são o Paranapanema, o Ivaí, o Piquiri e, principalmente, o Iguaçu, cuja bacia, além de ser a maior do Estado, representa um dos mais elevados potenciais hidrelétricos do Brasil. O complexo hidrográfico do sistema de Bacias do Sudeste, pouco representado no Paraná, é formado por rios oriundos da Serra do Mar que cruzam a planície litorânea e deságuam nas baías.

As cataratas do Iguaçu, internacionalmente conhecidas por sua beleza e magnitude, formam um dos maiores conjunto de quedas d'água do mundo, sendo formidável atração turística da cidade de Foz do Iguaçu. A largura total dos saltos é de 2.700 m, dos quais 800 m se localizam em território brasileiro, e o restante pertence a Argentina.

O Paraná é um estado no qual as temperaturas variam substancialmente de acordo com a localização altimétrica. A temperatura em torno de 18ºC, característica das localidades situadas entre 800 e 500 m de altitude, decresce para uma média anual de 16ºC nas áreas mais elevadas do Planalto de ocorrência de Araucárias, entre 1.200 e 1.000 m. Temperaturas anuais de cerca de 14ºC ocorrem nos picos mais elevados da Serra do Mar, em altitudes superiores a 1.300 m.

Em todo o território paranaense janeiro é o mês mais quente do ano, raramente a temperatura atingindo seu ponto culminante em princípios de fevereiro. As temperaturas mais elevadas ocorrem nas localidades de Paranaguá, na Região Litorânea, em Londrina, na porção norte do Terceiro Planalto, em Foz do Iguaçu, no vale do rio Paraná e em Jacarezinho, ao norte, onde se apresenta a maior máxima absoluta do Estado.

As temperaturas mais baixas são observadas em julho acompanhadas inclusive pela ocorrência de nevadas e geadas nos planaltos mais elevados do interior e nas maiores altitudes dos picos mais altos. A cidade de Palmas, com temperatura média anual em torno de 15,2ºC, registra a menor média do Estado, e Curitiba é a capital brasileira com a menor média anual, com cerca de 16,2ºC.

O estado do Paraná, em virtude da localização no setor setentrional da região, apresenta um regime anual de precipitação semelhante ao que caracteriza o Brasil tropical, ocorrendo máximo pluviométrico no verão, e mínimo em fins do outono ou no inverno.

As áreas de Unidades de Conservação no território do Paraná somam cerca de 638.000 ha, delimitando ecossistemas de ocorrência de Floresta Atlântica, Floresta de Araucárias, Floresta do Uruguai, campos, restingas, dunas, praias, ilhas e águas interiores e de mar aberto. Com relevância, destacam-se os Parques Nacionais de Iguaçu, com 170.086 ha e do Superaguí, com 21.000 ha de restingas consideravelmente bem preservadas. Além desses, pela presença de importantes remanescentes de Floresta Atlântica e pela grande beleza cênica, destacam-se as Áreas de Especial Interesse Turístico de Marumbi e Guaraqueçaba, ambas no litoral, situadas próximas de Paranaguá.

Áreas com remanescentes florestais significativamente preservadas no Paraná encontram-se bastante reduzidas, principalmente as localizadas no interior, onde a história de ocupação antrópica voltada ao desenvolvimento agrícola e madeireiro causou drástica perda de grande parte da Floresta de Araucárias. O litoral paranaense é alvo de loteamentos em áreas de florestas primitivas, atividades pecuárias em áreas de várzeas brejosas, extração de areia e saibro, olericultura com alta aplicação de agrotóxicos e poluição de esgotos domésticos. Apesar disso, na faixa litorânea existem vários remanescentes de Floresta Atlântica localizados em terrenos de difícil acesso e topografia acidentada, mostrando uma paisagem predominantemente verde de mata, onde se destaca a Serra da Graciosa, cortada por estrada homônima de grande beleza.

A cidade de Curitiba, capital do Paraná, distingue-se como importante centro póli-industrial, sendo as indústrias madeireira e de móveis as mais proeminentes. No norte do Estado outros centros regionais com notável desenvolvimento industrial são: Londrina, Maringá, Apucarana, Paranavaí e Jacarezinho, e, próximo a Curitiba, a cidade de Ponta Grossa. No litoral, Paranaguá assume importância econômica pela presença do porto de mesmo nome, um dos maiores do país.

 


ESTADO DE SANTA CATARINA

O menor Estado do Sul, com 95.318 km2, apresenta também a menor população, com 4.875.244 habitantes, dos quais 73,13% ocupam áreas urbanas. Sua superfície corresponde a 1,12% do total nacional e 16,61% da Região Sul. Localizado entre as latitudes 26º 00' e quase 30º 00' sul e longitudes 48º 30' e quase 54º 00' oeste, o Estado de Santa Catarina limita-se ao norte com o Paraná, ao sul com o Rio Grande do Sul, a oeste com a Argentina e a leste, com o Oceano Atlântico. Os maiores centros encontram-se em Joinville, Lages, Criciuma, Blumenau, Itajaí e Chapecó. 

Mapa do Estado de Santa Catarina

O relevo do território catarinense caracteriza-se por apresentar duas regiões distintas, limitadas pelas elevações das Serras do Mar e Geral. Daí para o interior, domina um altiplano levemente inclinado para oeste, conhecido por Região do Planalto. Para leste, da borda desse planalto até o mar, a Região do Litoral e Encostas é constituída por uma diversidade de formações topográficas, formando setores com características próprias e de grande beleza cênica.

Na Região do Planalto diferenciam-se as regiões das bacias do rio Uruguai e do rio Iguaçu. O Planalto da Bacia do Rio Uruguai inclui terras localizadas no oeste e sudoeste, até as escarpas da Serra Geral, situada a leste. A drenagem principal é constituída pelo rio do mesmo nome e por seus formadores, os rios Pelotas e Canoas. O rio Uruguai nasce no Morro da Igreja (1.808 m) e o Iguaçu no Campo dos Padres (1.800 m), os acidentes orográficos mais elevados do território catarinense. O revelo desse planalto desenvolve-se para oeste, onde predomina a forma de patamares. O Planalto do Rio Iguaçu, de menor abrangência, inclui as terras próximas da divisa com o Paraná, entre o rio Negro e sua foz no rio Iguaçu, até a cidade de Porto União, destacando-se as serras da Moema, de Jaraguá e do Rio Preto, todas de grande beleza e destaque na paisagem.

A Região do Litoral e Encostas é formada por planaltos sedimentares e encostas cristalinas que formam as serras litorâneas, sendo a drenagem orientada para leste, em direção ao oceano. Na área mais ao norte, a imponente Serra do Mar adentra o Estado, com desenvolvimento notável nas localidades de Garuva, Joinville e Jaraguá do Sul.

Na altura do Vale do Itajaí, e daí para o sul, a Serra Geral passa a constituir o divisor de águas para a vertente atlântica, formando múltiplas ramificações menores, algumas de grande desenvolvimento. Essa área serrana, também de topografia acidentada como a anterior, apresenta alto potencial de aproveitamento turístico.

O litoral é formado por dois setores bastante diferenciados, caracterizando paisagens distintas. No sentido norte-sul, da divisa com o Paraná até o cabo da Santa Marta, apresenta-se muito recortado, repleto de pequenas baías, enseadas, restingas, praias, dunas, costões, ilhas, lagoas, banhados e manguezais. Nesse setor, mais ao norte, em continuidade com o litoral do Paraná, encontra-se uma planície densamente drenada, onde se situam a Baía da Babitonga, com extensos manguezais, e a ilha de São Francisco. Mais centralmente, o litoral se caracteriza pela presença de um grande número de pequenas praias e enseadas, cercadas por ramificações da Serra, constituindo-se em uma das mais belas faixas litorâneas do país. Nessa faixa, onde predominam belas praias, enseadas e ilhas, com elevado potencial turístico situa-se Florianópolis, capital do Estado e localizada, em parte, na Ilha de Santa Catarina, As mesmas características podem ser encontradas até a altura de Garopaba, também com pequenas praias, algumas cercadas por montanhas cobertas por remanescentes da Floresta Atlântica.

Do cabo de Santa Marta até o Passo de Torres, na divisa com o Rio Grande do Sul, o litoral adquire uma forma retificada e monótona. Além da presença inicial de lagoa nos arredores de Laguna, uma única e extensa praia passa a dominar a paisagem. Mais para o interior, no entanto, as escarpas da Serra Geral desenham uma paisagem fantástica, onde a imponência das montanhas mostra um relevo incrivelmente acidentado, o que pode ser verificado ao subir a estrada da Serra do Rio do Rastro em direção ao planalto e às cidades de São Joaquim e Lages.

Como ocorre no Paraná, as temperaturas médias em Santa Catarina variam substancialmente de acordo com a localização altimétrica, definindo uma região caracteristicamente mais fria no interior e uma mais quente no litoral. A temperatura em torno de 18ºC carateriza as localidades litorâneas situadas entre 500 e 300 m de altitude e as interioranas que se situam entre 500 e 450 m, reduzindo-se a 16ºC naquelas onde ocorrem altimetria entre 1.000 e 750 m. Temperaturas menores ocorre na região entre Lages e São Joaquim, em altitudes superiores a 1.000 m, culminando no Morro da Igreja, com altitude de 1.808 m e média anual de 10ºC, aproximadamente. Nesses locais são comuns geadas e nevascas nos meses de inverno, criando paisagens cobertas de gelo e neve que lembram regiões da Europa.

As áreas sob regime de proteção legal em Santa Catarina somam aproximadamente 178.000 ha distribuídos na forma de Unidades de Conservação com tipologias diversas, nacionais e estaduais, delimitando ecossistemas de Floresta Atlântica, Floresta de Araucárias, campos, restingas, dunas, ilhas e espaços de mar. Entre essas, destacam-se os Parques Nacionais de São Joaquim e da Serra Geral, situados no planalto, em áreas de rara beleza natural onde as serras catarinenses mostram suas mais belas feições. Além desses, o Parque Estadual da Serra do Tabuleiro, próximo ao litoral, guarda considerável remanescente de Floresta Atlântica.

A história da ocupação do litoral do Estado, notadamente marcada pela chegada de colonizadores açorianos e pelas disputas territoriais entre a Espanha e Portugal, legou à região fortes traços culturais e arquitetônicos presentes em cidades e vilarejos típicos, como São Francisco do Sul, ao norte, Ribeirão da Ilha, em Florianópolis e Laguna, ao sul. Além dessas cidades com belas casas açorianas e comida e artesanato típicos, destacam-se os fortes de Florianópolis, construídos para defender as terras portuguesas dos ataques espanhóis.

As características naturais das águas oceânicas de Santa Catarina, onde se apresentam os melhores locais do sul do Brasil para a prática de mergulho de observação, além da ocorrência de espécies notáveis de fauna, como a baleia franca e lobos marinhos, são de alto valor turístico. As regiões de Porto Belo, Bombinhas, Florianópolis e Garopaba destacam-se por concentrar tais valores potenciais e por possuir estrutura adequada ao desenvolvimento de um turismo de alto nível.

Da mesma maneira que no Paraná, o litoral catarinense encontra-se sujeito a diversas ações predatórias, como a extração de carvão, os despejos de elevadas cargas de matéria orgânica e produtos químicos no eixo Blumenau-Brusque, a pesca predatória, os projetos de loteamento catastróficos, o lançamento de esgotos domésticos, hospitalares e industriais, o que, certamente, contribui para ameaçar o potencial de desenvolvimento turístico.

O maior centro industrial do Estado é a cidade de Joinville, fundada pela migração alemã na década de 1850, caracterizada pela diversidade de gêneros de indústrias. Além de Joinville, destacam-se Blumenau, grande centro têxtil, localizada no Vale do Itajaí e também fundada por alemães; Brusque (indústria têxtil); Lages (indústria madeireira); Criciúma e Tubarão (carvão mineral); Chapecó (produtos de origem suína), além de outros centros menores. Também relevante é a presença dos portos de Itajaí, Imbituba e São Francisco do Sul, onde uma porção considerável dos produtos catarinenses é exportada para muitas partes do mundo.
 


ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL

O Estado do Rio Grande do Sul, apresenta uma superfície de 267.807,20 km2, e a maior população da Região Sul com 9.637.682 habitantes, dos quais 78,66% ocupam áreas urbanas. Os maiores centros encontram-se na Região Metropolitana de Porto Alegre, destacando-se a própria capital, Canoas, Alvorada, Esteio, Sapucaia do Sul, São Leopoldo e Novo Hamburgo. No interior, Passo Fundo, Santa Maria, Pelotas, Cachoeira do Sul e Rio Grande são as maiores construções. 

Mapa do Estado do Rio Grande do Sul

A integração definitiva de seu território só se completou no início do século passado (1801), quando ocorreu a incorporação das Missões Jesuíticas da margem esquerda do rio Uruguai.

O relevo do Estado apresenta um litoral de planícies e um interior formado por planaltos integrantes da Bacia do Uruguai. As planícies litorâneas assumem fisionomias típicas, em conseqüência do afastamento progressivo da Serra Geral da costa, formando uma grande planície livre que pode chegar a medir 600 km de extensão e largura variável entre 20 e 50 km. O litoral predominante é retilíneo, com praias que se estendem por centenas de quilômetros. Essa região é, em grande parte, ocupada por inúmeras lagoas de tamanhos distintos, bem como por uma infinidade de banhados e brejos que imprimem a esta parte do litoral um aspecto singular, destacando-se as lagoas dos Patos e Mirim, e o banhado do Taim. A drenagem constitui-se como a porção mais austral do Sistema de Bacias do Sudeste.

Na vasta extensão predominantemente baixa e plana da planície mais próxima ao mar destaca-se, quase na divisa com Santa Catarina, o promontório de Torres, formado por uma sucessão de elevações colunares da Serra Geral junto à costa, o que marca a paisagem local e a diferencia do restante da costa gaúcha.

Em direção ao interior dominam os planaltos, conhecidos como das Araucárias no centro e noroeste do Estado, Sul-Rio-Grandense em uma porção sudeste na mesma latitude das lagoas dos Patos e Mirim e, na região sudoeste, desde Uruguaiana até Bagé, a Campanha Gaúcha, caracterizada por uma topografia suave coberta por vegetação de campinas rasas caracteristicas de considerável parte desse setor do Rio Grande do Sul.

No município de Cambará do Sul e proximidades, na região de divisa com Santa Catarina, ramificações da Serra Geral formam os maiores cânions do Brasil, conhecidos localmente como "taimbés" ou "aparados" da serra, verdadeiros precipícios de várias centenas de metros. Neles, por vezes, se encontram cascatas tipo "véu de noiva", como ocorre na localidade de Itaimbezinho. Além dessas formações região, merecem destaque as serras nos municípios de Gramado e Canela, também com a presença de quedas de água, relevo fortemente acidentado e presença de gargantas, como a do Parque do Caracol.

Nas proximidades de Porto Alegre, onde ainda ocorre o embasamento cristalino, desenvolvem-se os últimos núcleos da Floresta Atlântica, em seu limite austral, bastante descaracterizada quanto aos seus aspectos mais expressivos.

O clima gaúcho é fortemente determinado pelo relevo e, em parte, pela cobertura vegetal, com exceção das áreas de ocorrência de campos. Assim, há uma região tipicamente mais fria, representada pelas localidades situadas nas serras gaúchas, de grande identidade climática com as serras catarinenses. A outra região, com médias mais quentes, acha-se representada por uma grande extensão de terras de planície com baixas altitudes, onde a isoterma de 24ºC, que aparece no Paraná e desaparece em Santa Catarina, volta a ocorrer e mais, aparece também a isoterma de 26ºC, ausente nos outros estados da Região Sul.

No Rio Grande do Sul, a temperatura em torno de 18ºC carateriza as localidades litorâneas situadas entre 300 m de altitude e o nível do mar e as interioranas que se situam entre 500 e 200 m, reduzindo-se para 16ºC naquelas com altimetria entre 750 e 700 m. Temperaturas menores são registradas nas altas altitudes, entre Vacaria e Lages, (SC).

As áreas protegidas no Rio Grande do Sul somam cerca de 70.000 ha, destacando-se o Parque Nacional de Aparados da Serra, na divisa com Santa Catarina, onde se encontram os cânions do Itaimbé, da Fortaleza, de Malacara e outros. Fechado por longo período para estruturação, o Parque foi recentemente reaberto ao público sendo, atualmente, um dos mais formidáveis atrativos naturais das áreas serranas do sul do Brasil.

O litoral gaúcho, não difere muito dos demais estados sulinos, quanto aos problemas de origem antrópica, podendo-se dizer que são agravados pela fragilidade das lagunas, em função das características morfológicas. Entre as atividades mais prejudiciais, estão a pesca predatória, o despejo de esgotos domésticos, os derrames de petróleo, as obras de engenharia, a extração de areia, a drenagem para irrigação e reflorestamento com espécies exóticas e a poluição industrial.

Porto Alegre e sua área próxima (Esteio, Canoas, Niterói, Gravataí, Cachoeirinha, Viamão) constituem a maior área industrial da Região Sul, com destaque para a polindústria. As cidades de Caxias do Sul e São Leopoldo, além de possuir vários gêneros de estabelecimentos industriais, destacam-se na indústria vinícola. Novo Hamburgo, fruto da colonização alemã, sobressai na monoindústria de couros; Pelotas, na indústria de produtos alimentícios; Rio Grande, na indústria química e alimentar, além de ser uma das cidades portuárias mais importantes do sul do Brasil.
 


POLOS ECOTURÍSTICOS

Paraná:

PARANAGUÁ/GRACIOSA
Tendo com unidade formadora o Complexo Estuarino Lagunar de Paranguá/Guaraqueçaba e o Parque Estadual do Marumbi, esse Pólo contempla atividades desde o alto da serra até os limites externos das ilhas de Superagui e do Mel.

CAMPOS GERAIS
Situado na zona de transição entre o Primeiro e Segundo Planalto Paranaense, o Pólo Ecoturístico Campos Gerais tem como unidades formadoras os Parques Estaduais de Vila Velha e Guartelá, seu eixo de ligação e as áreas de entorno.

COSTA OESTE
Localizado nas fronteiras entre Brasil, Paraguai e Argentina, o Pólo Ecoturístico Costa Oeste é formado por parte do Reservatório da Represa de Itaipu e seu entorno, tendo como vértices os Parques Nacionais de Iguaçú e o município de Itaipulândia.
 

Santa Catarina:

ALTO VALE DO ITAJAÍ
O Pólo Ecoturístico do Alto Vale do Itajaí está localizado praticamente no vértice do vale, na confluência dos rios Itajaí do Norte e Itajaí-Açu. Propicia a prática de esportes radicais como rafting, rappel, escalada, em várias cachoeiras e observação em áreas de natureza ainda preservada.

ILHA DE SANTA CATARINA
O Pólo Ecoturístico Ilha de Santa Catarina tem como unidade formadora o alinhamento das Unidades de Conservação existentes no município de Florianópolis e seu entorno. É limitado ao sul pelo Parque Estadual Serra do Tabuleiro, ao norte pela Reserva Biológica do Arvoredo e a noroeste pela APA de Anhatomirim.

PLANALTO SERRANO
Os elementos formadores do Pólo Ecoturístico Planalto Serrano são a região de Lages com suas estruturas voltadas ao turismo rural, o Parque Nacional de São Joaquim e as serras adjacentes.
 

Rio Grande do Sul:

SERRA GAÚCHA
O Pólo Ecoturístico Serra Gaúcha compreende a região desde o complexo turístico Canela/Gramado até os Parques Nacionais de Aparados da Serra e da Serra Geral.

REGIÃO CENTRAL
O Pólo Ecoturístico da Região Central está inserido na área da transição entre os terrenos altos do final da Serra Geral e as terras baixas e planas do Pampa Gaúcho.
 

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